Resumo
Este texto se volta para articulações entre chefia e xamanismo na cosmopolítica guarani, particularmente na conjuntura contemporânea de adensamento de relações institucionalizadas com os não-indígenas. Seu ponto de partida são contrastes enunciados pelos Guarani Mbya e Nhandéva nas regiões Sul e Sudeste do país, entre as posições de tamõi (avôs e xamãs) e xondáro (auxiliares, guerreiros,guardiões ou mensageiros). A serviço do tamõi, modalidades de xondáro podem incorporar forças ligadas à animalidade ou restritas ao plano terrestre. Por sua vez, aos tamõi cabem “excorporá-las”, extraindo-as dos corpos por meio de capacidades xamânicas vinculadas a domínios celestes. Oposições complementares associadas a ambas posições remetem a vetores ou princípios agentivos classificados como vai(“feio, ruim”, vinculado à predação e à perecibilidade) e porã (“belo,bom”, vinculado ao que é incorruptível e imperecível) atuantes em diferentes escalas da socialidade guarani.Todos os artigos publicados na Revista Tellus estão disponíveis online e para livre acesso dos leitores, tem licença Creative Commons, de atribuição, uso não comercial e compartilhamento pela mesma. Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.
