O mundo e o fim do mundo: palavras de um rezador Avá Guarani/Ñandeva sobre o desenvolvimento

  • Yan Leite Chaparro Universidade Católica Dom Bosco/UCDB Grupo de Pesquisa Estudos Críticos do Desenvolvimento/CNPq Laboratório de Humanidades/Labuh Grupo de Estudos Filosofia Ameríndias/OuVir
  • Josemar De Campos Maciel Universidade Católica Dom Bosco
  • Eliezer Martins Rodrigues Secretaria Municipal de Educação de Japorã, MS.
  • Arnulfo Morinigo Universidade Federal da Grande Dourados
Palavras-chave: Estudos críticos do desenvolvimento, Antropologia do Desenvolvimento, Narrativas, Avá Guarani.

Resumo

O desenvolvimento é uma empreitada conduzida na história por povos agressivos, personalidades que naturalizam os seus atos tornando-o uma espécie de ideal, de boa notícia ou de progresso inevitável. Mas ele nada mais é do que um processo, entre muitos possíveis, de relação entre povos, e entre povos e o ambiente. O que aconteceria se esse processo fosse pensado a partir de outras referências, como das narrativas de povos que não são considerados protagonistas, mas que na verdade possuem um protagonismo mais profundo do que podemos propor com os nossos métodos abstratos e cheios de esquecimentos, invisibilidades e desqualificações? O texto que segue é um passo para responder a uma pergunta dessa sorte. Um discurso Guarani acerca do Desenvolvimento. Uma história que se preserva e que se reconstrói. E que pode ajudar a desnaturalizar algumas narrativas.

Biografia do Autor

Yan Leite Chaparro, Universidade Católica Dom Bosco/UCDB Grupo de Pesquisa Estudos Críticos do Desenvolvimento/CNPq Laboratório de Humanidades/Labuh Grupo de Estudos Filosofia Ameríndias/OuVir

Psicologo, Pesquisador, mestrado em desenvolvimento local/UCDB, doutorando em desenvolvimento local/UCDB. Integrante do Grupo de Pesquisa Estudos Críticos do Desenvolvimento/CNPq, do Laboratório de Humanidades/Labuh e do Grupo de Estudos Filosofia Ameríndias/OuVir

Josemar De Campos Maciel, Universidade Católica Dom Bosco
Professor do programa de pós-graduação mestrado e doutorado em desenvolvimento local/UCDB e do programa de pós-graduação em desenvolvimento territorial sustentável Erasmus Mundus/SETED. Coordenador do Laboratório de Humanidades/LabuH. Brasil.  
Eliezer Martins Rodrigues, Secretaria Municipal de Educação de Japorã, MS.
Indígena da etnia Avá Guarani, cientista social, mestre em educação/UCDB e professor da escola indígena polo do território Porto Lindo (Jakarey) Yvy Katu, no munícipio de Japorã, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Arnulfo Morinigo, Universidade Federal da Grande Dourados
Professor de Guarani, filosofo e graduando em ciências sociais pela Universidade Federal da Grande Dourados/UFGD. 

Referências

ALBERT, B; RAMOS, A. (Org). Pacificando o branco: cosmologias do contato no norte amazônico. São Paulo: Editora Unesp, 2002.

DERRIDA, J. Margens da Filosofia. Editora Papirus: Campinas, 1991.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Kafka: por una literatura menor. México: Ediciones Era, 1978.

KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A que do céu: palavras de uma xamã Yanomami. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2015.

LATOUR, B. Jamais Fomos Modernos. 4. Reimp. Rio de Janeiro: Editora 34, 2008.

TAUSSIG, M. O diabo e fetichismo da mercadoria na America do Sul. São Paulo: Editora Unesp, 2010.

TAUSSIG, M. Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem: um estudo sobre o terror e a cura. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1993.

Publicado
2019-04-15
Seção
Dossiê 1: História Indígena, Etno-história e Indígenas Historiadoras/es: experiências descolonizantes, novas abordagens