Resumo
O texto discute e problematiza a pertinência conceitual de uma“práxis-mito”, ou seja, a produção de novas versões míticas a partir de algumas conjunturas. Nesse sentido, procura mostrar nas narrativas grupais como determinados fatos e seus contextos adquirem olhares e significados diferenciados dentro de um mesmo povo indígena. Ademais, examina-os como fatos relevantes experienciados por poucas pessoas, questionam figuras paradigmáticas e corpus mítico, que se apresenta organizado em uma extensa literatura guarani. Noutro momento, aborda o processo “civilizatório” mbyá e o locus do deus civilizatório kesuita ouquechuita, levando-se em conta a memória do grupo. Finalmente, expõe a defasagem e a superposição entre algumas narrativas etno-históricas e nativas, com base em uma metodologia perspectivista.Todos os artigos publicados na Revista Tellus estão disponíveis online e para livre acesso dos leitores, tem licença Creative Commons, de atribuição, uso não comercial e compartilhamento pela mesma. Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.
