Los pueblos Pankararu y su (re)existencia en el contexto político de Minas Gerais
PDF (Português (Brasil))

Palabras clave

Pancararu
resistência
Minas Gerais
território
política

Cómo citar

Pelegrini, M. D., Souza, M. R. S., Vidigal, J. B., Silva Júnior, A. F. da, & Peixoto, J. C. G. (2026). Los pueblos Pankararu y su (re)existencia en el contexto político de Minas Gerais. Tellus, e261114. https://doi.org/10.20435/tellus.v26i55.1114

Resumen

Este artículo se centra en la comunidad indígena Pankararu, y más estrictamente en sus procesos de resistencia a la lógica de mercado del estado de Minas Gerais. A través de un levantamiento bibliográfico y documental, se discutieron los intentos de borrar la cultura y las formas de vida de estos pueblos por parte del Estado, y cómo, a pesar de este contexto (necro)político, esta comunidad sigue (re)existiendo y luchando por su derecho a ser, preservando sus culturas, cosmologías y relación con la naturaleza y el territorio. El pueblo Pankararu tiene sus vivencias entrelazadas con los bosques y sus seres, lo que hace necesario su protección y cuidado para la existencia de este pueblo. La diáspora de este pueblo se debió a la expulsión de su territorio ancestral por parte de empresas y agricultores, y la persecución que sufrieron. Tal acción, apoyada en gran medida por el gobierno, al ignorar la vida y la tierra de los Pankararu, está guiada por una lógica capitalista de uso y mercantilización de las cosas y los individuos. A pesar de todo este contexto político que sigue buscando borrar a las comunidades indígenas, estas siguen resistiendo, restableciendo territorios y buscando recuperar sus formas de vida, y en este sentido, la ocupación de un territorio posibilita mantener sus identidades.

https://doi.org/10.20435/tellus.v26i55.1114
PDF (Português (Brasil))

Citas

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS. Povos do Jequitinhonha denunciam impactos por exploração do lítio. Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Belo Horizonte, jul. 2024. Disponível em: https://www.almg.gov.br/comunicacao/noticias/arquivos/Povos-do-Jequitinhonha-denunciam-impactos-por-exploracao-do-litio/. Acesso em: 29 dez. 2024.

BANIWA, Braulina; KAINGANG, Joziléia; MANDULÃO, Giovana. Mulheres: corpos-territórios indígenas em resistência! Porto Alegre: Fundação Luterana de Diaconia; Conselho de Missão entre Povos Indígenas, 2023.

BATALHA, Vladimir dos Santos. Os rituais religiosos Pankararu e a influência afro-brasileira Valmir dos Santos Batalha. In: ALMEIDA, Flávio Aparecido de (Org.). Ciência das religiões e ensino religioso: revisões, reflexões e transdisciplinaridade em pesquisa. Guarujá, SP: Científica Digital, 2023.

BATALHA, Valmir dos Santos. Os rituais Pankararu: memória e resistência. 2017. 159f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), São Paulo, 2017.

BORGES, Luiz Fernando Rossetti; BISPO, Fábio. Lei do marco temporal e violência contra os povos indígenas na Amazônia. Revista Científica do CPJM, Rio de Janeiro, v. 3, n. 9, p. 366-392, 2024. DOI: http://doi.org/10.55689/rcpjm.2024.09.015

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. STF suspende decreto de MG que restringe consulta a comunidades afetadas por licenciamento ambiental. Brasília, DF: Supremo Tribunal Federal, 24 jan. 2025.

BRASIL. Lei n. 14.701, de 20 de outubro de 2023. Regulamenta o art. 231 da Constituição Federal, para dispor sobre o reconhecimento, a demarcação, o uso e a gestão de terras indígenas; e altera as Leis nºs 11.460, de 21 de março de 2007, 4.132, de 10 de setembro de 1962, e 6.001, de 19 de dezembro de 1973. Brasília, DF: Presidência da República, 2023. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14701.htm. Acesso em: 26 dez. 2024.

BRASIL. Decreto n. 7.747, de 5 de junho de 2012. Institui a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas - PNGATI, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/d7747.htm. Acesso em: 20 dez. 2024.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 20 dez. 2024.

BRAZ, Uakyrê Pankararu. Diásporas do povo Pankararu e Pataxó da aldeia Cinta Vermelha Jundiba: descrevendo histórias e memórias. 2023. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Montes Claros, 2023.

DIAS FILHO, Antônio Jonas. Sobre os viventes do Rio Doce e da Fazenda Guarany: dois presídios federais para índios durante a Ditadura Militar. 2015. 255f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), São Paulo, 2015.

FÁVERO, Altair Alberto; CENTENARO, Junior Bufon. A pesquisa documental nas investigações de políticas educacionais: potencialidades e limites. Contrapontos, Florianópolis, v. 19, n. 1, p. 170-184, 2019. DOI: https://doi.org/10.14210/contrapontos.v19n1.p170-184

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1999.

GROSFOGUEL, Ramón. La descolonización de la economía política y los estudios postcoloniales: transmodernidad, pensamiento fronterizo y colonialidad global. Tabula Rasa, Bogotá, n. 4, p. 17-48, jan./jun. 2006.

HARVEY, David. O novo imperialismo. São Paulo: Loyola, 2004.

KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

MARQUES, Amanda Christinne Nascimento. Dialogando sobre cartografia social e identidade em territórios tradicionais indígenas e quilombolas. Identidade!, São Leopoldo, v. 24, n. 2, p. 101-119, jul./dez. 2019.

MATTA, Priscila. Dois elos da mesma corrente: os rituais da Corrida do Imbu e da Penitência entre os Pankararu. Cadernos de Campo, São Paulo, v. 18, n. 18, p. 165-180, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v18i18p165-180

MBEMBE, Achille. Necropolítica. Arte & Ensaios, Rio de Janeiro, n. 32, p. 123-151, dez. 2016. DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n32.p122%20-%20151

MINAS GERAIS. Decreto Estadual n. 48.893, de 11 de setembro de 2024. Dispõe sobre a Consulta Livre, Prévia e Informada de que trata o art. 6º da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho sobre Povos Indígenas e Tribais. Diário Oficial do Estado: Belo Horizonte, 2024.

MINAS GERAIS. Lei n. 21.147, de 14 de janeiro de 2014. Institui a política estadual para o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais de Minas Gerais. Belo Horizonte: Assembleia Legislativa de Minas Gerais, 2014. Disponível em: https://www.almg.gov.br/legislacao-mineira/texto/LEI/21147/2014/?cons=1. Acesso em: 23 dez. 2024.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

OLIVEIRA, Maria das Dores. Da invisibilidade para a visibilidade: estratégias Pankararu. In: ALMEIDA, Luiz Sávio de; SILVA, Christiano Barros Marinho da (Org.). Índios do nordeste: temas e problemas 4. Maceió: EDUFAL, 2004. p. 5-23.

SILVA, Elizângela Cardoso de Araújo. Povos indígenas e o direito à terra na realidade brasileira. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 133, p. 480-500, set./dez. 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/0101-6628.155

Creative Commons License

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.

Derechos de autor 2026 Mayara Duarte Pelegrini, Mara Rubia Santos Souza, Jaqueline Barros Vidigal, Astrogildo Fernandes da Silva Júnior, Janine Cecília Gonçalves Peixoto