Pinturas faciais dos Boe Bororo: algumas considerações visuais a partir de pesquisa etnográfica, netnográfica e bibliográfica

Palavras-chave: valorização, povos indígenas, cultura, Boe, grafismo

Resumo

Um dos aspectos mais relevantes da riqueza cultural do povo Boe Bororo é a expressão artística, que exibe uma exuberância e sofisticação estética muito própria. Este trabalho iconográfico faz uma delimitação em uma destas expressões, que é a pintura facial. Para isso, este trabalho, de forma introdutória, apresenta a história deste povo e suas divisões parentais, também chamadas de clãs, para que o leitor possa entender a lógica das divisões que esta arte assume em seu contexto cultural. É importante ressaltar que não se trata de uma pesquisa finalizada, pois a grandeza destas pinturas ainda não foram totalmente identificadas. Ela parte de um trabalho Etnográfico, Netnográfico e Bibliográfico, construído por um designer Boe Bororo e por um designer “braedog” (não indígena). Optou-se por utilizar o recurso de ilustração[1] digital para as representações visuais.

Biografia do Autor

José Francisco Sarmento Nogueira, Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)

Doutor em Educação pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Mestre e graduado em Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Professor na graduação e professor colaborador do programa de Pós-Graduação Stricto Sensu: Mestrado e Doutorado em Psicologia e pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (NEPPI) na UCDB. Tem investigado sobre as tecnologias digitais (TICs) em comunidades tradicionais, assim como o grafismo e a cultura material de comunidades autóctones.

Neimar Leandro Marido Kiga, Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)

Mestrando em Antropologia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Graduado em Design pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Pertence ao povo Boe.

Referências

NOVAES, Sylvia Caiuby. Mulheres, homens e heróis: dinâmica e permanência através do cotidiano da vida Bororo. São Paulo: FFLCH/USP, 1986. 244 p. (Antropologia, v. 8). [Apresentado originalmente como Dissertação de Mestrado. USP, 1979].

LEVI-STRAUSS, Claude. Tristes Trópicos. São Paulo: ANHEMBI, 1957.

SCOTTI, Osvaldo; BOFFI; Giulio. A Epopéia Bororo. Campo Grande, MS: UCDB, 2001.

AGUILERA URQUIZA, Antonio Hilario. Civilizar o índio: a dupla face da catequese positivista na prática dos missionários entre o povo Bororo no Mato Grosso. In: MARIN, Jérri Roberto (Org.). Religiões e identidades. Dourados: Ed. UFGD, 2012. p. 259-78.

Publicado
2021-04-26
Seção
Iconografia