Universidade Indígena no Brasil: valorização cultural e saberes ancestrais em perspectiva comparada
DOI:
https://doi.org/10.20435/tellus.v25iesp.1103Palavras-chave:
universidade indígena, interculturalidade, saberes ancestrais, justiça epistêmica, decolonialidadeResumo
O presente trabalho discute a relevância da criação de uma Universidade Intercultural Indígena no Brasil. Para tanto, realizou-se uma comparação entre as experiências dos estudantes indígenas da Universidade Federal de Goiás (UFG) com os da Universidad Autónoma Indígena Intercultural (UAIIN) na Colômbia. Na UFG, os pesquisadores indígenas enfrentam desafios relacionados à adequação de seus estudos a modelos acadêmicos eurocentrados. Já na UAIIN, as práticas de ensino-aprendizagem têm como propósito fortalecer suas línguas, culturas e seus saberes ancestrais. Essa análise evidencia a necessidade de um espaço acadêmico que respeite as especificidades culturais dos povos indígenas, promovendo justiça epistêmica e um ambiente intercultural. A criação de uma Universidade Intercultural Indígena no Brasil representa um avanço significativo na valorização dos saberes ancestrais e na consolidação do protagonismo indígena no cenário acadêmico nacional e internacional.
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