Resumo
Este artigo propõe uma reflexão autobiográfica sobre as múltiplas formas de ser indígena em contexto urbano. A partir da experiência pessoal do autor, são discutidas as tensões vividas por sujeitos indígenas fora da aldeia, marcadas por deslocamentos territoriais, apagamentos simbólicos e disputas por reconhecimento. O texto analisa como a escola, a universidade, a linguagem e os discursos hegemônicos constroem silenciamentos e impõem moldes rígidos de pertencimento. Em contraponto, destaca-se a cidade como lugar possível de retomada, onde se reinscrevem práticas de ancestralidade e resistência. A escrita emerge, nesse processo, como instrumento de afirmação, memória e reconstrução identitária frente à colonialidade.

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Copyright (c) 2026 Lúis Felipe Cristaldo Gonçalo
