Resumo
Este trabalho se propõe a compreender certa dinâmica cosmológica entre os índios Atikum-Umã (Estado de Pernambuco). Para tanto, focaliza a importância das abelhas sem-ferrão na cosmologia do grupo e o uso ritual do mel nos torés. Embasado na ciência do concreto, demonstramos como os índios estabelecem os seus sistemas de classificação e de como estes repercutem no plano estrutural de sua cosmologia. Todavia, também consideramos de suma importância o embasamento em uma perspectiva gerativista, demonstrando, dessa forma, como as cosmologias são feitas na ação, uma vez que, a partir de mudanças ecológicas (o surgimento das abelhas-italianas – Apismellifera), na práxis os elementos sistemáticos foram ressignificados.Para finalizar, lançamos mão da hipótese da existência de um complexo simbólico que passamos a chamar de complexo do mel.Todos os artigos publicados na Revista Tellus estão disponíveis online e para livre acesso dos leitores, tem licença Creative Commons, de atribuição, uso não comercial e compartilhamento pela mesma. Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.
