A metáfora museográfica da organização social Bororo no Museu das Culturas Dom Bosco

  • Carla Fabiana Costa Calarge

Resumo

Durante o processo de reestruturação do Museu Dom Bosco,que passaria a se chamar Museu das Culturas Dom Bosco, um dosobjetivos da equipe era conceber uma exposição museográfi ca daCultura Bororo, a partir de um acervo de referência internacionalpela sua riqueza e diversidade. O desafi o estava em evidenciar oselementos simbólicos dessa etnia na museografi a. A exposição aquié tomada como uma metáfora da aldeia tradicional, portanto circular,dividida em duas metades, Tugarege e Ecerae. Cada metade é divididaem quatro clãs, simbolizados por vitrines verticais que abrigamobjetos separados por direito de uso. O círculo da aldeia em si é formadopor vitrines horizontais contendo objetos específi cos de caça,pesca, e da vida cotidiana de mulheres homens e crianças. A vitrinecentral, que divide o círculo de leste, Itubore, a oeste, bakoro, contémobjetos de uso ritual do rito de nominação e o fúnebre. O objetivodesse texto está em revisar aspectos da organização social bororo apartir da museografi a da exposição bororo no Museu das CulturasDom Bosco em Campo Grande.Palavras-chave: Bororo; organização social; etnologia; museu; museografia.

Biografia do Autor

Carla Fabiana Costa Calarge
Graduada em Ciências Sociais(2011) pela UniversidadeFederal de Mato Grosso doSul (UFMS), em ComunicaçãoSocial (2008) pelaUniversidade Católica DomBosco (UCDB) e Mestre emAntropologia pelo Programade Pós-Graduação em Antropologia(PPGAnt), com áreade concentração em AntropologiaSociocultural da UniversidadeFederal da GrandeDourados (UFGD). Atualmenteé responsável pela Coleçãode Etnologia do Museu dasCulturas Dom Bosco.
Publicado
2015-04-24
Seção
Iconografia