O impacto do processo de territorialização dos Kaiowá e Guarani no sul de Mato Grosso do Sul

  • Antonio Hilario Aguilera Urquiza Doutor em Antropologia e professor da UFMS e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFGD. Coordenador do Grupo de Pesquisa (CNPq) Antropologia, Direitos Humanos e Povos Tradicionais.
  • José Henrique Prado Cientista Social e Mestre em Antropologia no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFGD – Dourados/MS.

Resumo

O contato interétnico gera uma série de impactos e transformações. O processo de territorialização dos Kaiowá e Guarani em Mato Grosso do Sul modificou de maneira drástica a vida de diversas comunidades, às quais conviveram com a atuação do órgão indigenista baseada na tutela. A reserva de pequenas e descontínuas porções de terra modifica e transforma a realidade dos povos indígenas, pois toda ação indigenista se constituí como uma ação colonial que se guia por interesses de soberania e propriedade sobre um espaço determinado, promovendo ações de controle para alcançar seus objetivos. Este texto, fruto de pesquisa de campo na Aldeia Pirakuá em Bela Vista/MS, tem como objetivo a discussão dos conceitos de confinamento e de territorialização, como formas de compreender e demonstrar como ocorreu o empreendimento da ação indigenista sobre os Kaiowá e Guarani.

 

Biografia do Autor

Antonio Hilario Aguilera Urquiza, Doutor em Antropologia e professor da UFMS e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFGD. Coordenador do Grupo de Pesquisa (CNPq) Antropologia, Direitos Humanos e Povos Tradicionais.
Doutorado em Antropologia. Professor Adjunto da UFMS/CCHS; professor da Pós Graduação em Antropologia da UFGD e professor da Pós Graduação em Educação da UCDB.
Publicado
2016-03-15