Colonialismo, política educacional e a escola para povos indígenas

  • Gilberto Francisco Dalmolin

Resumo

Da crítica à globalização da Cultura Ocidental, que teve a instituição escolar como instrumento de difusão de seus saberes e valores convencionados como universais, destacamos os movimentos recentes de resistência e afirmação de identidades sociais e étnicas. No Brasil, toma parte deste movimento, o ressurgimento de povos indígenas, reconstruindo espaços de afirmação étnica. Espaços como a educação escolar, remodelada com o intuito de avançar para além do reconhecimento de contextos multiculturais, em direção a práticas educativas interculturais. Práticas que confrontadas com a hegemonia da cultura“universal” vêem dificultado o diálogo intercultural. Enfim, pretendemos contribuir, com este texto, no debate sobre a educação escolar, defendendo outras possibilidades além da perspectiva “universal”, outras maneiras diferentes de ser humano.
Publicado
2014-11-19
Seção
Artigos