The Indigenous Multiethnic University Aldeia Marakanã (UPIAM), the Transfluences of Knowledge/UFRJ and the Culture Committee/MinC: triad of sharing Cultural (R)Existence

Authors

DOI:

https://doi.org/10.20435/tellus.v25iesp.1104

Keywords:

indigenous university, interculturality, decolonization, higher education, transfluences of knowledge

Abstract

This article investigates the relationship between culture and an indigenous university, analyzing the challenges and possibilities present in the actions of the Pluriétnica University of Aldeia Marakanã in the conception, organization, production and execution of the event Transfluentes de Saberes. The research in this article seeks to understand how the Indigenous University, in sharing knowledge, but leading the processes, can contribute to cultural (re)existence, the decolonization of knowledge and the formation of indigenous leaders. Based on a review of the literature and with a particular focus on the relevance of Transfluentes de Saberes, we seek to understand how initiatives that promote the encounter between original/traditional, academic and political knowledge, such as this event, can contribute to the construction of a more decolonial space for the Westernized university, aiming for the academy to embrace the knowledge silenced by historical and current epistemicide. Sewn together by three female voices: an anthropologist, a psychoanalyst and an indigenous leader, the article discusses the importance of interculturality, indigenous autonomy and the articulation between traditional knowledge and academic knowledge.

Author Biographies

Beatriz Brandao, Afya Universidade Unigranrio

Pós-Doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Mestrado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialização em Estudos Diplomáticos pelo Centro de Direito Internacional de Belo Horizonte.

Mariana Mayerhoffer, Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC-RJ)

Doutora em Pesquisa e Clínica da Psicanálise pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Mestrado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise pela UERJ. Graduação em Musicoterapia – Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário. Residência em Saúde Mental, em nível de especialização, pelo Instituto Philippe Pinel. Membro do Laço Analítico Escola de Psicanálise/Sede Rio, onde atua como psicanalista efetiva, professora do curso de formação e coordenadora de seminário sobre política, instituição pela qual atua ainda como Delegada no Movimento de Articulação das Entidades Psicanalíticas Brasileiras. Atua em prática clínica em Consultório Particular. Tem experiência na área de musicoterapia e psicanálise na saúde pública em funções clínicas, de supervisão, de pesquisa e de gestão. Atua como musicoterapeuta e preceptora e supervisora do Estágio Integrado em Saúde Mental e da Residência em Saúde Mental no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi) Maurício de Sousa, da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC-RJ). Musicoterapeuta e Psicanalista.

References

ACOSTA, A. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. Tradução de Tadeu Breda. São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016.

CASTRO, E. V. Os pronomes cosmológicos e o perspectivismo ameríndio. Mana, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 115–144, out. 1996.

FREIRE, P. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

GRAÇA Machel reconhecida como defensora dos direitos das mulheres e crianças. O país, Baixa Maputo, 31 ago. 2024.

GUAJAJARA, U. J.; GUAJAJARA, P. Em nossas artérias, nossas raízes. Teko haw Maraka’na. Rio de Janeiro: Aldeia Maracanã/Cesac, Universidade Indígena Aldeia Maraka’na, 2022.

KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. Tradução: Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

LACAN, J. Televisão. In: LACAN, J. Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.

MAYERHOFFER, F. M. A. Sustentar o céu e fazer o eu advir: reflexões sobre “A queda do céu” e o advento do eu no fim de análise. Lugar Comum, Rio de Janeiro, n. 62, jan. 2022.

MIGNOLO, W. D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 32, n. 94, p. e329402, 2017.

PACHAMAMA, A. Guerreiras: mulheres indígenas na cidade, mulheres indígenas da aldeia. Rio de Janeiro: Pachamama Editora, 2018.

RAMOS, N. Cultura e política: ensaios sobre o Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

SANTOS, B. S.; GUILHERME, M.; DIETZ, G. Da universidade à pluriversidade: Reflexões sobre o presente e o futuro do ensino superior. Revista Lusófona de Educação, Lisboa, v. 31, n. 31, p 201-212, 2015.

SANTOS, B. S. Descolonizar o saber, reinventar o poder. São Paulo: Cortez, 2014.

SHIVA, V. Recuperar a terra, nosso alimento e nossa agricultura. Instituto Humanitas UNISINOS, São Leopoldo, 14 mar. 2020.

UNESCO. Records of the General Conference: 31st Session – Resolutions. [volume I]. Paris: Unesco, 2002.

ZANOTTO, G. Política cultural: um campo de disputa. São Paulo: Annablume, 2004.

Published

2026-02-19

How to Cite

Brandao, B., & Mayerhoffer, M. (2026). The Indigenous Multiethnic University Aldeia Marakanã (UPIAM), the Transfluences of Knowledge/UFRJ and the Culture Committee/MinC: triad of sharing Cultural (R)Existence. Tellus, 25(esp). https://doi.org/10.20435/tellus.v25iesp.1104

Issue

Section

Dossiê: Universidades Interculturais Indígenas no Mundo