A Universidade Pluriétnica Indígena Aldeia Marakanã (UPIAM), o Transfluências de Saberes/UFRJ e o Comitê de Cultura/MinC: tríade do compartilhamento de (R)Existência Cultural
DOI:
https://doi.org/10.20435/tellus.v25iesp.1104Palavras-chave:
universidade indígena, interculturalidade, decolonização, educação superior, transfluências de saberesResumo
Este artigo investiga a relação entre a cultura e uma universidade indígena, analisando os desafios e as possibilidades presentes nas ações da Universidade Pluriétnica da Aldeia Marakanã na concepção, organização, produção e execução do evento Transfluências de Saberes. A pesquisa deste artigo busca compreender como a Universidade Indígena, em compartilhamento de saberes, mas protagonizando os processos, pode contribuir para a (re)existência cultural, a decolonização do conhecimento e a formação de lideranças indígenas. A partir de uma revisão da literatura e com um olhar particular para a relevância do Transfluências de Saberes, buscamos compreender de que modo iniciativas que promovem o encontro entre saberes originários/tradicionais, acadêmicos e políticos, como este evento, podem contribuir para a construção de um espaço mais decolonial para a universidade ocidentalizada, visando que a academia possa abarcar os saberes silenciados pelo epistemicídio histórico e corrente. Costurado em três vozes femininas: uma antropóloga, uma psicanalista e uma liderança indígena, o artigo discute a importância da interculturalidade, da autonomia indígena e da articulação entre os saberes tradicionais e os conhecimentos acadêmicos.
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